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03.04.2025 02:51 PM
Os mercados estão nervosos com a imposição de tarifas de 10% sobre as importações, o ouro e o euro disparam

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Os investidores oscilam entre o medo e a esperança em meio aos grandes anúncios do presidente dos EUA

Após um ambiente turbulento de negociações, os mercados acionários dos EUA fecharam em alta, com Wall Street registrando uma forte recuperação, apesar do início instável. O impulso veio principalmente nas últimas horas da sessão, à medida que investidores correram para se posicionar antes do grande anúncio econômico do presidente Donald Trump.

Intriga até o último minuto
O discurso de Trump, realizado após o fechamento do pregão, causou uma reação intensa no mercado de futuros. Inicialmente, os contratos futuros do S&P 500 e do Nasdaq apresentaram alta, mas logo despencaram após o anúncio de novas iniciativas tarifárias em grande escala. Durante a fala do presidente, os futuros do S&P 500 caíram 1,6%, enquanto os do Nasdaq recuaram 2,4%.

Essa queda brusca sinaliza que os traders esperam uma sessão difícil na quinta-feira, quando os mercados reabrirem e começarem a precificar os impactos das novas tarifas.

Trump vs. o mundo: o mapa das tarifas é revelado
A nova ofensiva tarifária foi anunciada de forma decisiva e sem hesitação. O presidente estabeleceu uma taxa-base de 10% sobre todas as importações, mas impôs tarifas significativamente mais altas a países com os quais os EUA mantêm um alto volume de comércio.

A China foi o principal alvo, com suas exportações sujeitas a uma taxa de 34%. O Japão enfrentará uma tarifa de 24%, a Coreia do Sul, 25%, e o Vietnã, surpreendentes 46%. Nem mesmo a União Europeia escapou, recebendo uma tarifa de 20%.

Índices fecharam em alta, mas a incerteza continua
Antes do discurso de Trump, o sentimento do mercado era positivo. O Dow Jones avançou 235 pontos, ou 0,56%, para 42.225,32. O S&P 500 subiu 0,67%, encerrando em 5.670,97, enquanto o Nasdaq foi o grande destaque, com alta de 0,87%, fechando em 17.601,05.

A tecnologia assume o protagonismo
O setor de tecnologia foi um dos principais motores da alta, demonstrando mais uma vez seu poder de impulsionar o mercado. A Tesla se destacou, com suas ações disparando 5,3%, apesar da queda de 13% nas entregas de veículos elétricos no primeiro trimestre.

O catalisador desse rali foi uma matéria do Politico, sugerindo que Trump teria indicado a seus aliados que Elon Musk, uma figura influente no mundo dos negócios e de longa data próxima ao governo, poderia deixar alguns de seus cargos oficiais. Embora os detalhes permaneçam incertos, essa reviravolta inesperada ajudou a neutralizar momentaneamente o impacto negativo dos números da Tesla.

Amazon aposta no TikTok
Outro destaque do setor foi a Amazon, que viu suas ações subirem 2%. Investidores se animaram com rumores de que a empresa pretende ampliar sua presença no mercado de vídeos curtos, apostando na popularidade do TikTok. Essa estratégia pode fortalecer sua posição na publicidade digital e atrair um público mais jovem.

Startup de IA em ascensão, gigante da mídia em colapso
Entre os novos players da bolsa, a CoreWeave, startup de inteligência artificial, continuou sua trajetória de valorização, com alta de 16,7% na sessão. O cenário foi completamente oposto para a Newsmax: após um início impressionante e crescimento de três dígitos nos primeiros dias de negociação, suas ações despencaram 77,5% em um único dia – uma volatilidade rara, mesmo no atual cenário especulativo de startups de tecnologia.

Dólar e títulos perdem força
A moeda americana atingiu seu menor nível em seis meses, acompanhada por uma queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro. Investidores buscaram ativos mais seguros diante da postura mais agressiva da Casa Branca em relação ao comércio. As novas tarifas representam o maior aumento na carga tributária sobre importações nos últimos cem anos, causando turbulência nos mercados financeiros.

Onda de vendas: Ásia no vermelho, Nasdaq perde equilíbrio
Os futuros do Nasdaq caíram 3,2% após o discurso de Trump, enquanto os índices europeus recuaram quase 2%. No Japão, o Nikkei sofreu uma queda de 3%, atingindo seu menor nível em oito meses. Esse pessimismo se espalhou por toda a Ásia, afetando tanto os mercados acionários quanto as moedas da região.

Titãs da tecnologia sob ataque
Nem mesmo as gigantes escaparam da tempestade de vendas. A Apple perdeu mais de US$ 240 bilhões em valor de mercado, com suas ações caindo 7% no pregão pós-fechamento. A Nvidia, antes uma estrela no setor de inteligência artificial, viu seu valor de mercado encolher em US$ 153 bilhões após uma queda de 5,6% em suas ações.

Fitch: os EUA estão retornando à política tributária do início do século XX
De acordo com estimativas recentes da Fitch Ratings, a taxa média de imposto sobre importação nos EUA atingiu 22% – quase nove vezes maior do que em 2024, quando era de apenas 2,5%. Um nível tão alto não era visto desde 1910. Essa postura agressiva pode redefinir a arquitetura do comércio global, desafiando o papel dos EUA como defensor do livre mercado.

Petróleo perde sustentação
Os preços do petróleo despencaram – o barril do Brent caiu mais de 2%, sendo negociado a US$ 73,28. O recuo no preço do "ouro negro", muitas vezes considerado um termômetro da atividade econômica global, reflete preocupações crescentes com a demanda futura. Ao mesmo tempo, as ações australianas sofreram queda e o dólar australiano – outro indicador-chave do comércio global – perdeu força.

Ouro brilha mais em meio ao medo
Em meio ao pânico, investidores correram para o refúgio tradicional — o ouro, cujo preço atualizou seu recorde histórico, ultrapassando a marca de US$ 3.160 por onça. Ao mesmo tempo, a demanda pelo iene japonês aumentou, com a moeda se valorizando mais de 1%, chegando a 147,29 por dólar. Isso indica uma saída ativa de traders do dólar americano, apesar de seu status como moeda de reserva global.

O euro se mantém, China estabiliza o yuan
A moeda europeia demonstrou estabilidade: o euro subiu 0,6%, sendo negociado a US$ 1,0912. A China, por sua vez, não permitiu uma desvalorização acentuada do yuan — a queda foi de apenas cerca de 0,4%. E isso apesar da pressão tarifária total sobre as exportações chinesas ter ultrapassado 50%. O impacto foi especialmente severo para o Vietnã, que anteriormente era considerado uma "rota alternativa" para contornar as tarifas americanas. Aparentemente, esse caminho agora está fechado.

Europa sob pressão: setor de saúde preocupa
Os mercados europeus recuaram nesta quarta-feira, com ações do setor de saúde especialmente pressionadas, à medida que os investidores começaram a considerar os riscos potenciais das tarifas dos EUA. O principal perigo não está tanto nas perdas econômicas diretas, mas na desaceleração do crescimento econômico global e no aumento das pressões inflacionárias, que podem forçar o BCE e outros bancos centrais a reavaliar suas estratégias.

A retórica comercial de Trump arrasta o STOXX 600 e o DAX para baixo
Os índices acionários europeus fecharam a quarta-feira no vermelho em meio ao aumento das tensões no comércio global. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,5%, enquanto o DAX, mais sensível ao risco e voltado para exportações, recuou 0,7%.

Os investidores na Europa agiram com cautela: a instabilidade antes dos anúncios de Washington não ofereceu fundamentos para um crescimento confiante. O STOXX 600 continua negociado próximo às mínimas de dois meses e permanece quase 5,1% abaixo de sua máxima histórica registrada em março.

BCE teme impactos globais, mas mantém a calma
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, foi direta ao afirmar que uma nova onda de tarifas dos EUA "prejudicaria o mundo inteiro", exacerbando os riscos inflacionários e desacelerando o crescimento global. No entanto, seu colega do BCE, François Villeroy de Galhau, observou que a inflação europeia continua a desacelerar e que mesmo uma política comercial agressiva dos EUA dificilmente reverterá essa tendência.

Setor de biotecnologia em queda
As maiores perdas nas bolsas europeias na quarta-feira foram no setor de saúde: o índice do segmento caiu 1,7%, atingindo seu nível mais baixo desde o início do ano. Entre os destaques negativos estavam Sanofi e Novartis, cujas ações recuaram 1,6%.

A queda da Novo Nordisk foi particularmente notável, com suas ações perdendo 2,6%, tornando-se o principal fator de pressão sobre o STOXX 600. Apesar dos resultados brilhantes da controladora Novo Holdings, que quase dobrou sua receita e lucro com investimentos para um recorde de €8 bilhões em 2024, as ações da farmacêutica não resistiram ao cenário geral negativo. Os ativos sob gestão da Novo Holdings, apesar da receita impressionante, registraram uma leve queda, o que também impactou a avaliação do mercado.

Manobra marítima: Svitzer em foco
Em meio à tensão geral do mercado, um evento corporativo inesperado chamou atenção: as ações da Svitzer dispararam impressionantes 30,2% após o grupo A.P. Moller, que faz parte da mesma holding da Maersk, anunciar a compra da empresa por 9 bilhões de coroas dinamarquesas – aproximadamente 1,3 bilhão de dólares.

A Svitzer, especializada em reboque e logística marítima, é vista como um ativo estratégico para a expansão das operações controladas pela Moller Holding em portos-chave ao redor do mundo. Os investidores receberam a notícia positivamente, apesar da turbulência no setor global de transporte marítimo.

Interesse global na espanhola Grifols
Outro evento corporativo de alto nível está no radar – o gigante canadense de investimentos Brookfield confirmou que está em negociações com acionistas da espanhola Grifols. Mais cedo, a mídia havia noticiado uma possível segunda tentativa de aquisição da fabricante de medicamentos à base de plasma sanguíneo. Em resposta, as ações da Grifols subiram 3%.

O fundo ainda não revelou os detalhes específicos da proposta, mas o mercado já reage à perspectiva de consolidação no setor biofarmacêutico, especialmente num momento em que ativos europeus se tornam mais atraentes diante da fraqueza do euro e da incerteza geopolítica.

Thomas Frank,
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